Há Tudo De Novo Debaixo Do Céu, E
Nem Sempre Colhe-se O Que Se Planta
Por
Edson Ecks
Eis que olhei ‘debaixo do Céu’, e vi que
tudo era vaidade, ‘vaidade por vaidade tudo é vaidade', porém, em minha ínfima
sabedoria conclui que, há ‘vaidades e vaidades’, a
que derriba e a que edifica; a vaidade do asceta e a vaidade do
hedonista, a vaidade do exuberante e a vaidade do simplório, a vaidade do tolo
e a vaidade do sábio.
Vi a boa vaidade dos que amam a
Natureza, e a má vaidade dos que a vilipendiam; a boa
vaidade de beneficiar, e a má vaidade de prejudicar; a vaidade paradoxal dos
que dizem ‘amar a Deus... ’, porém, desprezam seus semelhantes, e a má vaidade
dos descrentes em socorrê-los; vi a boa vaidade dos que zelam o corpo ao mesmo
tempo com a má vaidade de não zelar a alma (mente), e vi a excelentíssima vaidade
dos que zelam a alma e o corpo, a vaidade suspeita dos que 'desprezam' os
bens materiais, mas vivem e morrem agarrados a eles, mas a mais mortífera das
vaidades é a vaidade da ignorância, e a mais lapidada das vaidades, é a
vaidade da sabedoria.
Debaixo do céu há tudo de novo, para
o bem e para o mal, para o que é bom, para o que é ruim. Para cada nascente
abre-se um universo de possibilidades, por toda a extensão de sua existência.
Nenhum dia é igual ao outro, o que foi
não será igual ao que virá, cada dia é um novo dia, cada dia é um dia.
Até mesmo o que se repete não será
igual, percebido, sentido da mesma forma, até o envelhecer é algo
novo.
A chuva de hoje não será igual a
chuva de amanhã, o sol de hoje não será igual ao sol de amanhã, a tristeza
de hoje não será igual a tristeza de amanhã, a alegria de hoje, não será igual
a alegria de amanhã.
Não há tempo para tudo debaixo do
Céu, às vezes temos tempo de plantar, e não temos tempo de
colher, tempo de colher, e não mais tempo para plantar novamente.
Nem sempre colhe-se o que se planta, às vezes plantamos bons frutos, e colhemos maus frutos,
quando não, frutos sem sementes, ou nada colhemos, às vezes plantamos o fruto
do bem e colhemos o fruto do mal.
E é preciso tempo e sabedoria para
perceber, sentir, o mal que vem do ‘bem’, e o bem que vem do ‘mal’, porque é
mais fácil mentir do que falar a verdade: a mentira pode durar uma noite
inteira, mas a verdade sempre vinga pela a manhã.
Há tempos determinados e
indeterminados, propósitos e despropósitos para Tudo, e para nada debaixo
do Céu.
Cada um deve usar e usufruir de todo
o tempo que lhe dado debaixo do Céu,
da
melhor maneira possível, de saber a hora de ir a favor do tempo, de ir contra o
tempo, de deixar o tempo fluir naturalmente, mas algumas coisas duram mais que
outras, debaixo do Céu. Edson Ecks



Comentários
Postar um comentário